Você trabalha ou trabalhou em banco? Algumas coisas do seu contracheque e do seu horário merecem conferência. Muitas só aparecem quando alguém compara os papéis com a rotina.
Somos um escritório de Belo Horizonte e atendemos bancários online, em todo o Brasil. Já são mais de 1.000 clientes atendidos. Você não paga nada adiantado: os honorários saem só do que for recebido ao final do processo, se houver êxito.
O que um advogado para bancário confere?
Quase tudo começa em três papéis: o contracheque, o registro de ponto e o contrato. Com eles dá para ver:
- se a sua jornada real passou do que o contrato diz;
- se o cargo que o banco chama de “de confiança” é de confiança de verdade;
- se descontaram comissão, pagaram gratificação ou ofereceram metas que não fecham com a realidade.
Não prometemos resultado. Dizemos, depois de olhar os documentos, se há o que cobrar e o que é mais difícil.
Por que conferir, se o banco diz que pagou tudo?
O contracheque mostra o que foi pago. Não mostra o que ficou de fora. A jornada real, o cargo de fato e as metas só aparecem quando se compara o papel com a rotina.
Há quem só perceba isso depois de sair do banco. Por isso a conversa vale mesmo para quem ainda está lá. O que você conta ao advogado é sigiloso.
Quais são os temas mais comuns entre bancários?
Escolha o seu e veja o que conferir:
- 6+2 contratado na admissão: jornada de 8 horas ajustada desde a contratação. O TST considera nulo esse ajuste (Súmula 199, I).
- Estorno de comissão: o banco desconta a comissão de uma venda depois de paga.
- Transporte de valores: você levou dinheiro do banco, sem escolta.
- Cargo de confiança só no nome: título de gerente, rotina de atendente.
- Metas, assédio e adoecimento: cobrança que passou do limite e afetou a sua saúde.
- 7ª e 8ª hora: o tema mais conhecido, e o que mais pede cautela hoje. Leia a página antes de contar com um valor.
- Saí do banco: o que conferir na saída e como contar o prazo.
Um mesmo bancário pode ter mais de um desses temas. Por isso a conferência olha o conjunto, e não só um item.
Qual é o seu banco?
Cada banco tem cargos, rotinas e metas próprios. Por isso temos uma página para cada um:
- Mercantil do Brasil, com sede em Belo Horizonte;
- Santander;
- Bradesco;
- Itaú.
Trabalhou em outro banco? Fale com a gente do mesmo jeito. A conferência dos documentos é a mesma.
Quem é bancário para a lei?
Em regra, quem trabalha em banco cumpre jornada de 6 horas por dia. Quem trabalha em financeira, em fintech ou em correspondente nem sempre é tratado como bancário. Isso depende do que a empresa faz e do que você fazia. Conferimos caso a caso, sem supor. Se a sua empresa não é banco, mas você cumpria rotina de banco, mande mesmo assim: o enquadramento é uma das primeiras coisas que olhamos.
Quanto tempo eu tenho para cobrar?
Se você saiu do banco, tem até 2 anos depois do fim do contrato para entrar com a ação. Dentro desse prazo, é possível cobrar os 5 anos anteriores (art. 7º, XXIX, da Constituição).
Ainda está no banco? Os 2 anos só começam a contar quando o contrato acaba. Os 5 anos para trás, porém, já correm hoje.
Quer fazer a conta? Veja Saí do banco.
O que levar para a primeira conversa?
Não precisa de pasta organizada. Mande o que tiver:
- nome do banco e o seu cargo;
- horário que você de fato cumpria;
- data de saída, se já saiu;
- últimos contracheques;
- extrato de ponto, se guardou.
Faltou documento? Dá para pedir ao banco depois. Comece pela conversa. Quanto antes você chamar, mais tempo sobra para reunir os papéis com calma e, se for o caso, preparar a ação dentro do prazo.
Como funciona a conferência, passo a passo?
- Você chama no WhatsApp e conta, em poucas linhas, o banco, o cargo e o período.
- Você envia os documentos que tiver, por foto ou PDF.
- Lemos os papéis e respondemos, em linguagem simples, se há o que cobrar, o que é mais difícil e o que falta.
- Se houver caso e você quiser seguir, contrato e procuração são assinados por meio eletrônico.
- O processo corre pela internet, e você acompanha as novidades pelo WhatsApp.
Como funciona o atendimento?
Tudo é digital. Você fala pelo WhatsApp, envia os documentos pelo celular e assina procuração e contrato por meio eletrônico. As audiências, quando o tribunal permite, podem ser por vídeo.
Os honorários são só no êxito. Você não paga nada adiantado, e eles saem do que for recebido.
Já saí do banco, mas não sei se ainda dá tempo. E agora?
Descubra primeiro a data final do contrato, com o aviso prévio. É dela que o prazo de 2 anos parte. Se não tiver a data, o termo de rescisão ou a carteira de trabalho mostram.
Em dúvida, mande uma mensagem. Contar o prazo leva pouco tempo, e perdê-lo não tem volta.
Quem escreve: Guilherme Velloso, advogado, OAB/MG 192.212. Titular do Velloso Advogados, em Belo Horizonte, atua em Direito do Trabalho, com foco em bancários, e atende online em todo o Brasil.
